Eu disfarço muito e quase ninguém percebe. Tem um monte de gente por aí que acha que me conhece o suficiente. Outros tantos acham que sabem o bastante sobre a minha vida. Entra no meu mundinho quem eu deixo. Acho que a gente não deve escancarar a vida, tem coisa que é só nossa e de mais ninguém. Quanto mais a gente dá liberdade para os outros mais eles se sentem no direito de se intrometer e meter o bedelho. Não gosto, pois da minha vida cuido eu.

Clarissa Corrêa.  

 
Forte é aquele que sofre calado.

Letícia Ribeiro

 
O tempo passa, os amigos te deixam e a vida começa a exigir mais de você. A barra vai ficando pesada e você se encontra em um túnel sem saída. Por mais que você grite, ninguém te escuta, ninguém te procura, ninguém te enxerga. Você fica ali, paralisado, tentando entender tudo que está acontecendo e esperando a tão popularizada luz no fim do túnel.

Pedro Pinheiro.

 
Gente melosa faz meu estômago embrulhar

 
Não gosto de quem se faz de santa, de prestativa, de solícita, de legal. Não gosto de quem fala miando, se finge de sonsa, faz caras e bocas. Não gosto de gente artificial, que tem duas caras, dois jeitos, dois comportamentos. Sou a favor da transparência, de gente de verdade, sem retoques, sem artifícios. Tenho pavor de mulher fingida. Que se finge de morta, mas no fundo rebola o tempo todo, faz cara de atriz pornô pra ser notada e depois diz que ah-é-meu-jeito-sou-assim. Tenho pavor de mulher que se insinua o tempo inteiro e depois diz não-entendo-porque-todo-mundo-olha-pra-mim. Pavor.

Clarissa Corrêa. 

 
Escuta aqui, cara, tua dor não me importa. Estou cagando montes pras tuas memórias, pras tuas culpas, pras tuas saudades. As pessoas estão enlouquecendo, sendo presas, indo para o exílio, morrendo de overdose e você fica aí pelos cantos choramingando o seu amor perdido. Foda-se o seu amor perdido. Foda-se esse seu rei-ego absoluto. Foda-se a sua dor pessoal, esse seu ovo mesquinho e fechado.

Caio Fernando Abreu.  

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